Umbanda: Texto: Apresentação - Xangô
 


Xangô
Salve São João Batista
Salve Xangô Kaô

Na Umbanda é o principal e mais cultuado como dirigente desta li-nha.

Também conhecido como Xangô Velho.

É o Xangô das pedreiras, aquele que amansa o leão e que tem o poder da escrita e o livro onde escreve na pedra suas leis e seus julgamen-tos.

É o responsável pela solução das pendências e das injustiças, dando a quem merece o devido castigo e, a vitória ao injustiçado.

Não há necessidade de pedir a Xangô a justiça, Ele a fará sempre mesmo que você não peça ajuda a Ele.

Na realidade evite pedir justiça, se você pedir a justiça, tenha certe-za que Ele atenderá o seu pedido, mas como qualquer ser humano você tem em seu passado alguma coisa da qual se envergonha e Xan-gô também vai ver os seus erros e lhe dará também, ao mesmo tem-po, o seu pagamento por suas obras.

Você se sente injustiçado?

Então aguarde, Xangô fará a justiça por você, sem que exista a ne-cessidade de pedir coisa alguma a Ele; mas se pedir, prepare-se, você também receberá o seu pagamento.

A justiça de Xangô é baseada em leis Divinas, leis que tem origem Di-vina e não podem ser manipulado pelos homens, seja sábio.

Etimologia

Para os Yorubanos: O DEUS DO TROVÃO.

Xangô representa para o homem o Segundo Raio Cósmico - A Sabedo-ria, que rege o chacra cardíaco.

O significado mágico do seu nome está na formação da palavra,

XA = Senhor, Dirigente
ANGÔ = AN + GO = Fogo oculto
GÔ = Raio, Alma

O nome Xangô, seria o mesmo que Senhor do Fogo Oculto, Senhor ou Dirigente da Centelha Divina (a centelha que inicia o fogo).

Este Orixá tem uma grande atuação vibratória sobre os grandes depó-sitos graníticos de nosso planeta e fenômenos estratosféricos (raios, relâmpagos, trovões, etc.).

Outro nome atribuído a Xangô na África é Obá Kossô, ou seja o Rei de Kossô.

Porém era originário da cidade de Oyo e foi o quarto filho de Oraniam (Rei legendário e guerreiro de Oyo).

O título de Obá Kossô, se deve à dedicação de Xangô pela cidade que tinha o nome de Kossô e pela qual, realizou extraordinários trabalhos para o desenvolvimento daquela comunidade e foi aclamado Rei.

É o Senhor da Justiça.

É o julgador inflexível como o granito.

O cumpridor inexorável da Lei do Carma.

O defensor intransigente do ser injustiçado na busca da redenção es-piritual.

O símbolo de Xangô, é a dupla machadinha que tem o nome de “Edum Ara” (Oxe), e que são confeccionadas com a pedra que é en-contrada no local onde caiu o raio pelos sacerdotes do Orixá.

Tais machadinhas, são depositadas no altar de Xangô, onde determi-nados preceitos são oferecidos para manutenção da força e da virili-dade (são emanação do Orixá e contém o seuAxé”).

Xangô possui um talismã que o diferencia em poderes dos demais Ori-xás, que é a possibilidade de lançar fogo pelas bocas e narinas, e que possibilitou, quando em vida terrena, conquistar muitas terras, assus-tando os inimigos.

Diz a lenda africana, que Xangô muito bonito e conquistador possuía três mulheres: Oxum, Obá e Oyá.

Oxum e Obá, são divindades que habitam os rios, na África, que tem seus nomes.

Oyá era das três, aquela que Xangô respeitava porque conseguira des-cobrir o segredo com o qual o Orixá, lançava fogo pela boca e nari-nas.

O raio ou faísca flamejante que risca o espaço e com um estrondo pe-netra pela terra, tem na lenda africana a seguinte explicação: é que Xangô, usou imprudentemente o seu talismã, lançando fogo e raios sobre seu palácio matando suas mulheres e filhos e, em seguida pos-suído por uma enorme cólera, arrasou o solo a seus pés entrando pela terra a dentro com grande ruído (trovão).

Daí a sua transformação em Orixá.

Sincretismo

É sincretizado com São Jerônimo, São Pedro, São João Batista, cujo poder se manifesta na pedreira, é o Senhor da Justiça.

Seu símbolo é o machado de duas faces, significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os pune quando as co-metem, bem como a estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do universo.

Quando Deus criou os
Estados exteriores da criação

O primeiro foi o vazioExu.

O segundo estado foi o espaço em si mesmo Oxalá.

O terceiro Estado da criação exterior foi o equilíbrio de tudo e de to-dosXangô”.

Como em Olorum, não se pode dizer quem foi o primeiro a ser exteri-orizado, os Umbandistas preferem amá-los e ponto final.

Tudo trata-se de ângulos de visões religiosas, pois o poder de Olorum que equilibra todo o universo que faz par com o estado purificador “Kali-yê”, é chamado de Xangô na religião Umbandista, ou seja, na Umbanda não se adora como um deus com características humanas, mas sim como o poder equilibrador de Olorum manifestado em seu exterior.

No caso do Orixá Xangô, ocorreu com Santos Velhos e que represen-tam a sabedoria e a experiência:

Xangô Alafin = São José
Xangô Abomi = Santo Antônio
Xangô Aganjú, Alufá =
São Pedro, São Paulo e São Miguel Arcanjo
Xangô Kaô =
São João Batista
Xangô Airá =
São Judas Tadeu
Xangô Agodô =
São Jerônimo
Xangô de Ouro =
Referência com crianças e jovens
Xangô Agojô =
São Pedro

Contas: Em Nação: Vermelhas e Brancas. Na Umbanda: Marrom

Elemento: Fogo e Pedras

Flores: Lírio Branco, Cravo Branco, etc.

Animais: Carneiro

Bebida: Água de Coco, Sumo de suas Ervas ou Frutos, Cerveja Preta, etc.

Comidas: Rabada, Amalá, Farofa de Quiabo no dendê com cebolas, etc.

Dia de culto: Quarta-Feira

Ervas:
Levante ou Elevante, Quebra-pedra, Fortuna, Erva Lírio, Pata de Vaca, Para-raios, Gervão Roxo, Manjericão branco, Erva de Santa Maria, Malva branca, Sucupira, Limoeiro, Café, Alecrim do Mato, en-tre outras.

Mineral: Estanho

Signo do Zodíaco: Leão

Saudação: Kawô Kabiecile! (Chegou o Rei!)

Influência do Orixá sobre
seus Filhos (Arquétipo)

Positivas: Quando recebem a irradiação do Orixá, ponderados, inte-ligentes, altivos, justos e responsáveis.

Negativa: Quando prevalece o livre arbítrio com influências negati-vas: São mesquinhos, vaidosos em excesso, muito conservadores, tei-mosos, etc.

Xangô é um Orixá respeitado em todos os continentes por seu traba-lho na manipulação de poderosas forças cósmicas, conduzindo o ser humano no sentido de elevar-se das sombras, aclarando o seu interior como a faísca que risca o céu espalhando luz à sua volta.

Na Umbanda, esse Orixá tem sob sua égide as falanges orientais, constituídas de entidades que trabalham principalmente em curas.

São mestres, Preto-Velhos, Caboclos, Ibejadas e demais entidades es-pirituais que integram a Grande Falange do Bem, espalhando em to-dos os recantos da Terra os ensinamentos do Grande Mestre Jesus.

KAWÔ KABIECILE! (Chegou o Rei!)

Pub 2016

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