Umbanda: Texto: Cremação no Espiritismo
 
Recebi da amiga Rosimary Silva Santos, do Grupo Teamor em 16/02/2011

 


CREMAÇÃO NO ESPIRITISMO

Há algum tempo passou no Fantástico um trecho do documen-tário da BBC sobre a biologia humana.

Diz lá que quando a pessoa morre, o cérebro demora até 32 horas horas para
apagar” seus últimos neurônios.

Já as células da pele ainda se dividem por 24 horas.

Será que é nisso que se baseia o costume espírita de esperar 72 horas antes de cremar o corpo?

Emmanuel, no livro O Consolador, psicografado por Chico Xa-vier, quando lhe perguntam se o Espírito desencarnado pode so-frer com a cremação dos elementos cadavéricos, a resposta é a seguinte:

Na cremação, faz-se mister exercer a caridade com os cadáve-res, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísce-ras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas sequentes ao desen-lace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material”.

Chico Xavier, ao ser indagado no programa Pinga Fogo quanto à cremação de corpos que seria implantada no Brasil, respondeu:

Já ouvimos Emmanuel a esse respeito, e ele diz que a cremação é legítima para todos aqueles que a desejem, desde que haja um período de, pelo menos, 72 horas de expectação para a ocorrên-cia em qualquer forno crematório, o que poderá se verificar com o depósito de despojos humanos em ambiente frio”.

Richard Simonetti, em seu trabalho Quem tem Medo da Morte (Gráfica S. João, Bauru, SP),  registra que “nos fornos cremató-rios de São Paulo, espera-se o prazo legal de 24 horas, inobstante o regulamento permitir que o cadáver permaneça a câmara frigo-rífica pelo tempo que a família desejar”, observando que os
Es-píritas costumam pedir três dias”, mas “há quem peça sete”.

Diz-se que, com o desencarne, os laços que unem o corpo físico com o perispírito se desfazem lentamente, a começar pelas extre-midades e terminando nos órgãos principais, cérebro e coração.

Assim, o desligamento total somente ocorre com o rompimento definitivo do último cordão fluídico que ainda liga ao corpo.

Afirmam ainda que se o espírito estiver ligado ao corpo não so-frerá dores, porque o cadáver não transmite sensações ao espíri-to, mas transmite impressões extremamente desagradáveis, além do trauma decorrente do desligamento violento.

Kardec, na questão 164 de O Livro dos Espíritos, faz a seguinte indagação:

- “Todos os Espíritos experimentam, num mesmo grau e pelo mesmo tempo, a perturbação que se segue à separação da alma e do corpo?

E a resposta dos amigos espirituais é a seguinte:

- “Não, pois isso depende da sua elevação.

Aquele que já está depurado se reconhece quase imediatamente, porque se desprendeu da matéria durante a vida corpórea, en-quanto que o homem carnal, cuja consciência não é pura, con-serva por muito mais tempo a impressão da matéria.

Sócrates (o filósofo) respondia com justeza aos seus amigos que lhe perguntavam como ele queria ser enterrado:

Enterrai-me como quiserdes, se puderdes.

Pesquisas e Texto (Research and Text)

RAY PINHEIRO


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