Escultores de Rochedos


Em dia de tristeza "um deus" chorou
foram lágrimas compulsivas!
Provenientes da dor
rolaram, aos borbotões.
Buscavam um lago espelhado
onde pudessem desaguar.
Despencaram em corredeiras
rasgaram-se em pedras grotescas.
Resvalaram em margens toscas
gotas exangues, se deixaram levar
já não interessava o destino!
Na trajetória, encontram o mar
imenso, ruidoso, misterioso!
Exaustas, quase desfalecidas
adentraram no estuário.
Chagas abertas em águas salinas...
Imaginaram, não suportar o sofrimento!
Comandas pela lua, aliadas ao vento,
tornaram-se agressivas, temidas
Incansáveis e juntos, ondas e vento
hoje são, escultores dos rochedos...

Nadir A. D'Onofrio
Serra Negra - SP - 25/06/2007 - 14:21 hs




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