Enquanto o Mar...


Envolve-me em branca espuma
Massageia meu corpo cansado,
A saudade aninhada se avoluma,
Vivo como um ser dispensado.

Boas lembranças dos tempos de infância!
Empinar pipas, jogar peteca, dominó...
Hoje no cenário, só vejo violência,
Ainda que, o astro rei esteja a pino...

Onde está a fase da inocência?
Creio que tudo se perdeu,
Detalhadas esculturas de areia!
Pergunta... que ninguém respondeu...

Restam tatuadas recordações!
Noites de luar sobre o rochedo,
Cantigas, violões seduções,
Hoje, sinto-me descartado.

Das tantas memórias de outrora
Só permanecem, as tábuas das marés,
A deusa lunar e sua brilhante esteira,
Luz solar e gaivotas... a planar pelos ares...

Nadir A. D'Onofrio
Serra Negra - SP - 10/07/2009 - 22:00 hs



 

 

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