Para viver um grande amor

Recebi em 21/11/2005

Para viver um grande amor...
Pode ou não ser fácil...
Que ele seja eterno, enquanto é terno...
 
PARA VIVER UM GRANDE AMOR

Marcial Salaverry
Formatado por Thereza Cristina

Sempre que se for falar de amor, há que se lembrar de um de seus maiores cultores, o sempre vivo Poetinha, nosso ines-quecível Vinícius de Morais que inclusive deu a receita de como viver um grande amor.

Na verdade, ele conhecia e muito bem a teoria, mas nunca a pôs em prática...

Sempre foi homem de muitos amores, talvez por não ter en-contrado “aquele amor”.

Esse é o grande problema.

Como saber que o amor que estamos vivendo será ou não, aquele que poderá vir a ser o grande amor de nossa vida.

Não sabemos.

Temos então que vivê-lo, para sabê-lo.

Dizem que o verdadeiro amor passa apenas uma vez pela nossa vida.

Temos que identificá-lo, conquistá-lo e segurá-lo.

Tarefa fácil?

Talvez.

Complicada, certamente é.

Muitas vezes por algumas razões, não o identificamos.

Coisas da vida.

Muitas vezes, deixamos escapar.

Algumas divergências em maneira de pensar,ou então questões que surgem durante um relacionamento, e que acabam por ter-miná-lo.

Eventualmente por coisas que às vezes sobrepo-mos ao amor, como orgulho, ciúme, ou até mesmo por questões profissionais.

Sempre conseguimos complicar nossa vida.

Existem algumas pessoas que ficam esperando o amor acon-tecer, e não sabem viver a vida adequadamente, deixando-se placidamente embalar pelos sonhos daquele “alguém” que um dia surgirá.

Então apenas ficam apreciando a vida passar.

Algumas vezes o amor está ao lado, mas, imersa em sonhos, não o vê.

E deixa a vida prosseguir seu rumo.

Também acontece de se amar alguém, e esse alguém não retri-buir ao sentimento.

Nesse caso, há que se parar para pensar.

Amar sem ser amado é complicado.

Como fazer?

Queimar todos os cartuchos para tentar a conquista da pessoa amada, ou procurar se afastar para sofrer menos, e voltar à busca?

Penso que a segunda hipótese é mais viável, pois se aquele alguém a quem amamos, não nos ama, e o diz categoricamente, insistir para que?

Já vai uma espécie de masoquismo.

Mesmo que se pense na possibilidade de não mais amar outro alguém, sempre poderá continuar vivendo e ter outros amores.

Sempre existe a diferença entre ter o amor, ou ter outros amores...

E sempre se pode manter uma terna amizade e aí...

Quem sabe?

Por outro lado, existem pessoas que sempre partem em busca do amor.

Estão sempre amando, sem jamais amarem de fato.

Muitas vezes são muito amadas, mas não conseguem sentir a chama do amor.

Vão vivendo, algumas vezes destruindo ilusões, vão tendo seus casos de amor, sem jamais provar do gosto de amar alguém, aquele amor forte, sentido.

Isso sempre deixa uma certa frustração interior.

Afinal é preciso conhecer o que é amor, é preciso sentir aquele calor que o amor sempre provoca naqueles que se amam de verdade, faz falta viver aquela gostosa sensação de saber que essa coisa chamada amor existe, e é real.

Muitas vezes, quando esse amor surge, forte, palpável, cons-ciente, não pode ser vivido em sua real plenitude.

Pela experiência adquirida através dos muitos amores vividos, ou melhor, das muitas aventuras amo-rosas vividas em busca desse amor, pode-se sentir que finalmente foi encontrado esse amor tão intensamente procurado e jamais vivido.

Identifica-se o amor.

Tem-se a certeza do sentimento.

Mas existem impedimentos.

Por vezes, outros compromissos, ou então por razões profis-sionais.

Uma vida já estabilizada.

Forma-se um terrível conflito.

Manda-se tudo para o espaço para viver a Grande Aventura?

Tenta-se conciliar as coisas?

São decisões que tem de ser muito bem ponderadas.

Há que se pensar muito para se chegar a conclusões.

O ideal é conciliar tudo.

O amor descoberto, e a vida que se leva.

Nem sempre é possível, contudo.

É preciso que haja muita compreensão, pois são passos que decidem uma vida.

Aliás, uma só não, algumas vidas, e qualquer atitude vai exigir muita ponderação.

O amor sempre deve ser vivido.

Não se pode deixá-lo escapar sem provar de seu doce sabor.

Encontrado, tem que ser saboreado, ainda que com gosto de pecado.

Afinal, há que se justificar nossa passagem pelo mundo.

Amando é uma das maneiras mais gratificantes que existe.

Não se pode esquecer ainda, da forma mais pura de amor que existe...

A amizade, que produz vínculos ainda mais indissolúveis do que o amor.

Então crianças...

Vamos amar...

Vamos ser amigos...

Vamos amar e ser amigos...

Vamos ser amigos e amar, e para isso, vamos ter  UM LINDO DIA.


Fundo Musical: Eu Sei Que Vou Te Amar (Instrumental) - Vinícius de Morais e Tom Jobim