O verdadeiro valor das coisas

Recebi em 19/12/2005

Nem sempre damos o devido valor ao que, ou a quem temos... é preciso pensar mais e melhor...
Ósculos e amplexos,
Marcial


O VERDADEIRO VALOR DAS COISAS


Tudo na vida tem um determinado valor, e este é muito relativo, dependendo de como encaramos certas coisas que temos ou que nos acontecem.

Em se tratando de objetos, a tendência natural é avaliarmos a qualidade, conforme o preço, sem-pre considerando de melhor qualidade aquilo que custar mais caro.

Muitas vezes é o que ocorre mesmo, mas há que se tomar certos cuidados com os famosos truques das “griffes”, onde um de-terminado artigo de mesma qualidade, mas sem “griffe”, pode ser encontrado por preço muitas ve-zes menor...

Enfim, são cuidados que devemos ter, sempre procurando analisar com bom senso, pois nem sem-pre uma marca famosa quer dizer uma qualidade melhor.

E o verdadeiro valor das coisas que adquirimos está na utilidade que vamos dar, sendo sempre muito perigoso comprar-se por impulso.

Sempre é interessante fazermo-nos uma pergunta, cuja resposta só nós sabemos, ou seja: “Estarei realmente precisando comprar isto?

Devemos também saber analisar o verdadeiro sentido de coisas que nos acontecem, quando pensa-mos não “no que” nos acontece, mas “em quem” acontece em nossa vida.

Recebi diretamente de minha amiga L'Inconnue, uma mensagem muito interessante:

O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acon-tecem...

Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis...

Realmente existe uma verdade irrefutável nessas palavras, pois a vida é feita de momentos, de uma somatória de momentos, bons ou não, mas que quebram a rotina da vida.

São esses momentos intensos que não podem ser esquecidos, e que devem sempre ser renovados, para evitar que o tem-po provoque apenas uma rotina monótona de vida.

Muito aplicável em certos relacionamentos, seja de amizade, seja amoroso, quando nos baseamos apenas no seu tempo de duração.

Quantos relacionamentos são mantidos apenas por hábito.

Os parceiros já não mais se entendem, sequer se suportam, mas não se separam porque existe aquele vínculo antigo.

Alguma coisa precisa ser feita, ou um afastamento para que cada um encontre seu melhor caminho, ou uma tentativa de fazer surgir novamente aquela chama de antigamente.

Ambos são caminhos válidos.

Apenas há que saber fazer as coisas.

O afastamento é desejável quando tudo está num marasmo tal, que sequer para brigar existe vontade.

E isto é válido, tanto para um relacionamento amoroso, quanto para uma amizade, ou mesmo entre parentes, sejam irmãos, ou pais e filhos.

Quando ambos os lados chegam a essa conclusão...

Nada mais há para se fazer.

É um para cada lado. Foi bom enquanto durou.

Contudo, uma tentativa para se reacender a chama da amizade, do carinho, do amor, sempre de-verá ser feita, para que o relacionamento volte a ter a intensidade de antes.

Se ela já houve, porque não poderá retornar?

E quase sempre volta com mais força ainda do que no começo.

Muitas vezes isso pode ser conseguido com uma viagem diferente, ou um acontecimento diferente que provoque reações nos parceiros.

Não se pode deixar a vida cair num marasmo total.

A pior coisa que pode acontecer em qualquer tipo de relacionamento é a indiferença, é aquele dar de ombros, pensando-se “E daí? Tanto faz como tanto fez...

É preciso que se dê o devido valor às coisas.

Se já houve uma chama intensa nesse relacionamento, por que deixamos que se apagasse?

Por que não tentar reacende-la?

Muitas vezes uma chama antiga, quando devidamente reavivada, é bem mais intensa do que uma nova chama, que nem sempre poderá nos aquecer como aquela antiga, cujo calor já conhecemos.

Momentos inesquecíveis, quando relembrados e revividos, são mais inesquecíveis ainda.

Quantos relacionamentos foram reavivados quando momentos que já estavam sendo esquecidos, fo-ram relembrados...

Uma música, uma viagem, um simples passeio, um poema, uma noite de amor, um longo bate papo, uma mesa redonda, cada caso sempre será um caso.

Apenas temos que descobrir como redescobrir o valor das coisas importantes de nossa vida.

E uma das coisas mais importantes, foi, é e sempre será, termos UM LINDO DIA.


               Formatado por Thereza Cristina

Marcial Salaverry
Santos - SP




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