O prazer da vingança

Recebi em 29/01/2006

Dizem que a vingança é um "prato que se come frio"...
Vamos, então aquecer nosso coração... porque
"o amor é um prato que se come quente..."
 

 

 

Pode parecer muito estranho para qualquer pessoa de bons sentimentos... mas, realmente, muitas pessoas tem um estranho prazer em arquitetar planos de vingança, apenas procurando prejudicar quem em sua opinião a prejudicou, ou que fez algo que contrariasse sua vontade, seus propósitos.

Recebi hoje, de uma grande amiga, Sônia Maia do Valle, um pensamento de autoria do grande guru L’Inconnu que cai como uma luva para esse tema. Vejam:


"Se queres ser feliz por um momento, VINGA-TE! Se queres ser feliz eternamente P E R D O A !"

Já ouviu a voz do seu coração?

Ele tem sempre algo bom para VOCÊ!


Realmente o gosto amargo da vingança prevalece apenas no primeiro momento quando “O Vingador colhe os frutos de sua raiva e vê feliz, sua vítima prejudicada por sua vingança.

Pronto... conseguiu “ferrar” quem ousou atravessar seu  caminho.

E depois? Fica apenas aquela satisfação incompleta.

Conseguiu atrapalhar uma vida... E daí?

Isso não consertou a sua.

Não desfez algum prejuízo eventualmente sofrido.

E conseguiu ganhar mais um inimigo.

Mais alguém para regozijar-se com sua eventual queda, ou que pelo menos irá “torcer contra” seu sucesso.

E de que nos valerá  conseguir essa autêntica ‘Vitória de Pirro”?

De nada, a não ser a efêmera sensação de uma vitória que nada nos trouxe de útil.

Ao invés de perdermos tempo procurando meios de uma vingança contra alguém que possa nos ter prejudicado de alguma maneira, ou ao menos que tenha tentado nos prejudicar, o mais adequado seria procurar consertar o dano que nos foi causado e tentar esquecer, se não for possível perdoar.

É prá frente que se anda, de nada vale perder tempo buscando vingança.

O melhor mesmo será cuidar de consertar o mal feito esquecendo quem nos teria causado tal dano.

Quando não, de uma coisa podem estar certos: um eventual desafeto estará esperando um revide e se não agirmos dessa maneira sempre os remorsos poderão lançar nova luz sobre sua maneira de pensar.


Agora, vamos analisar outra possibilidade.

Julgamos que uma certa pessoa nos causou determinado prejuízo ou que suas atitudes poderão nos estar prejudicando de alguma maneira e fazemos nossa desforra contra essa pessoa.


Depois, descobrimos que a coisa não foi bem assim.

Nos vingamos na pessoa errada.

E daí? O mal já está feito.

Tivéssemos ponderado melhor, optando por esquecer o fato, não teríamos causado um prejuízo a quem não merecia.

Claro que existem circunstâncias que exigem uma reparação.

Então deve-se procurar os meios justos para fazer com que o crime não fique impune.

O que se deve evitar é a tática da “vendetta”.

Atacar quem julgamos merecedor de castigo.

Esse julgamento nunca deverá ser feito no aceso da raiva.

Ponderação. Depois, se for caso de uma punição, procurá-la de maneira racional.

Bem crianças, aproveitei a mensagem de meu amigo L’Inconnu, apenas para lembrar que vinganças, atitudes precipitadas dificil-mente poderão trazer vantagens para nós, ao passo que atitudes ponderadas, ditadas por uma certadiplomacia, poderão conseguir excelente resultados.

Talvez não aquele sádico prazer de ver alguém prejudicado, arruinado, mas podem ter certeza deque nossa satisfação pessoal será bem mais duradoura.

Com esse recado, quero desejar que todos, com perfeita isenção de ânimo, tenhamos
UM LINDO DIA.




Fundo Musical: On My Own


Imagem tube e foto: Royaltyfree


 

 
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