Como definir traição
 
 
Recebi em 22/10/2006
 
Traição é algo muito subjetivo...
São as duas faces de uma moeda...
O que é traição para uns, não o será para outros...
Ósculos e amplexos,
Marcial
 

COMO DEFINIR TRAIÇÃO
Marcial Salaverry

Traição é uma palavra pesada, mas que define quando alguém não justifica uma confiança que lhe foi depositada.

E pode ser empregada sempre que alguém enganar alguém seja lá sob que ponto de vista.

Sobre o tema “traição”, há que se definir o que poderemos considerar como traição, pois mesmo os dicionários dão diversas definições, inclusive existe a possibilidade de uma auto traição.

Mas é uma questão subjetiva, que depende muito de um posicionamento pessoal, pois o que para alguns pode ser considerada como traição pura e simples, outros poderão considerar como um ato de sobrevivência.

Como exemplo, a ação dos espiões durante a guerra, fria ou quente.


Seus atos de traição para um lado, representavam sobrevivência para outros.

Seriam traidores, ou heróis?

Questão de ponto de vista, dependendo de qual lado seu julgador esteja.


Falando sob enfoque pessoal, existem diversos atos que podem ser considerados como traição, ou seja, quando um amigo, um parente, ou alguém a quem estamos ligados por algum laço profissional ou pessoal, trai nossa confiança, seja revelando algum segredo, seja por algum envolvimento amoroso.

Sob nosso ponto de vista, será um ato de traição, mas vendo pelo lado da pessoa que se beneficia dessa “traição”, é algo como um herói, ou pelo menos estará beneficiando alguém, estará dando felicidade para outrem.


Questão de ponto de vista.

Um tanto quanto cínico, pois quando alguém é prejudicado, sempre haverá esse lado para ser considerado.

Mas, quem se beneficia, nem sempre vai se preocupar com detalhes assim.


Vamos procurar ver as coisas sob o ponto de vista de quem foi traído, ou pelo menos, de quem foi o lado prejudicado.

Certamente estará ferido.

Afinal, sofreu um golpe profundo, que certamente abalará seu interior.


Vamos pensar na famosa traição amorosa, que sempre deixa marcas fundas no espírito,  provocando edemas e hematomas que ficam na alma, na mente, no coração, causando dores que poderão nos acompanhar por muito tempo ou para sempre.

Esse tipo de ferida dificilmente se cicatriza, e se não temos um espírito forte, uma vontade muito determinada, poderemos ficar como que entorpecidos, insensíveis.

Sentimos uma dor tão forte, que chega perto do ódio. Pensamos mesmo em algum tipo de vingança, sem nos determos para pensar se não nos cabe alguma culpa nessa traição.

Não podemos nos esquecer de que toda história tem dois lados, como toda moeda tem duas faces.

Houve a traição que nos magoou.

Mas é preciso pensar no que pode ter motivado essa traição.

São tantas coisas que podem minar uma relação.

Coisas pequenas, meros detalhes que vão passando despercebidos, mas que podem diminuir a intensidade de um relacionamento.

E como não reparamos nisso, poderemos estar involuntariamente preparando o caminho para sermos traídos.

Mas, sob o ponto de vista de nossa parceria, os traidores somos nós, pois estamos falhando em algumas coisas importantes.

Enfim, sempre é preciso ver os dois lados da moeda, antes de se acusar alguém de traição.

Tal tipo de situação pode ser contornada, se nos dis-pusermos ao diálogo.

Quando uma relação começa a “balançar”, vamos parar para pensar um pouco, e ver se encontramos soluções.


Mas se a traição for consumada, e o afastamento se concretizar, nada ganharemos pensando em vingança, em prejudicar quem lesou nossos sentimentos.

A melhor solução será usar uma imaginária “tecla Del” em nosso cérebro, para deletar tais idéias, e procurar ter mais cuidado em futuros relacionamentos, para evitar que tal situação se repita.

Nada ganharemos se ficarmos remoendo o que sofremos, pois nossa alma ficará envenenada por essas idéias, e deixaremos de viver e tentar a felicidade ao lado de outra pessoa que melhor nos entenda,
e que também possamos entender melhor.

Claro que não é fácil esquecer algo assim.

Mas, vamos analisar com cuidado e carinho, para ver se não nos cabe alguma culpa também.

Quando não, por não termos sabido dialogar com quem estava a nosso lado.

Há que se considerar também que nem sempre conseguimos controlar nossas emoções.

E se o amor não era tão forte a ponto de segurar a pessoa amada, melhor deixá-la procurar seu caminho, e que seja feliz, e sempre poderemos manter nossa alma liberta para uma possível nova tentativa.

Vingança e ódio podem dar alguma satisfação mo-mentânea, mas sempre será uma vitória amarga, que não trará felicidade a ninguém.

E com essa idéia, vamos procurar ter
UM LINDO DIA.

 



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