Poema da eternidade - Tonho França

Levo-a sempre dentro de mim,
Entre as sombras serenas das estradas,
Em meio ao segredo doce das romãs, dos alecrins,
Levo-a sempre dentro de mim.
Ainda que o fardo da saudade
Faça mais pesada ser a caminhada.
Levo-a sempre dentro de mim,
Nos olhos, no peito, na pele tatuada,
Nas orações de todo nascer do dia,
Nos segredos, nos meus poros, na poesia,
Onde outro amor, nenhum amor, mais caberia.
Levo-a sempre dentro de mim,
Com a alma renovando-se a cada estação,
Com o tempo amadurecendo o coração,
Com a lembrança mais viva da tua imagem
Em meio ao segredo doce das romãs, dos alecrins,
Atravessando as portas, as pontes, os portos,
Até que a vida se faça, se cumpra, e me leve enfim,
Eu sempre a levarei dentro de mim.

Tonho França
Guaratinguetá - SP

Eternamente - Nadir A. D'Onofrio

Tempo, que assistiu o amor eclodir
Crescer, fortificar, florescer
Viu fruto amadurecer
Tempo seu, tempo meu, tempo nosso...
Apontou, direcionou fez acontecer
Ao sabor doce das romãs,
Junto ao canteiro de alecrins
Pergunto-te grande senhor...
Regente dos meus dias
Onde está minha alegria?
O que fizeste do amor que tive um dia?
Tu mesmo trouxeste a felicidade
E sem explicação alguma
Retirou da minh'alma tão belo sentimento
Substituindo por triste lamento
O mesmo tempo, que nos aproximou
Sorrateiro... também... separou...

Volto no mesmo jardim
Vejo rosas, lírios, gardênias, jasmins
Flores que juntos cultivamos
Mas é na suavidade da brisa
Desalinhando meus cabelos
Trazendo o perfume do alecrim
Que sinto a presença marcante
Tão próxima dele junto a mim
Do homem, com expressão de menino...
No corpo a beleza de Apolo
Nas mãos a suavidade da pluma
Em seu beijo o sabor da romã
Imprimiu em minha lembrança
A sensualidade de um ser
Do amante perfeito
Eternamente viverás
No cenário do nosso tempo
Na minha imaginação...

Nadir A. D'Onofrio
Santos - SP - 20/12/2005
https://www.nadirdonofrio.com



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