Casa abandonada - Hilda Persiani

Quando vejo uma casa abandonada,
Que está desmoronando, em ruína,
Onde somente a destruição domina,
Não existe vida, não existe nada.

Fico imaginando como foi outrora,
Com risadas de crianças, gargalhada,
Alegria por todos os cantos espalhada,
Casais na varanda. Onde estarão agora?...

Na sala certamente havia sobre a mesa,
Colocado por mãos, com delicadeza,
Um vaso de flores, que era uma beleza.

Hoje não existe gramado nos caminhos,
Só se ouve o trinar dos passarinhos,
Restam apenas lembranças e espinhos.

Hilda Persiani
Curitiba - PR - 14/08/2010

Canto da Solidão - Eron Vidal de Freitas

No teatro da vida cerrou-se a cortina
no nefasto dia em que foste embora!
O mundo escureceu com a tua partida
só restando a dor no coração agora.

Choro inconformado com a minha sina
pedindo a Deus que abrevie a minha hora!
Sinto-me como se fora o sol que se inclina
dando adeus ao dia quando vai embora!

Perdeu a graça o luar e o canto dos passarinhos
que se acomodam já cansados nos seus ninhos
não vendo a luz do sol para se orientar...

Assim estou eu, no ocaso de meus dias,
vivendo só, sem ti, criando elegias,
com as lembranças que teço ao versejar!

Eron Vidal de Freitas




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