Matei

Recebi em 25/10/2004


PRÓPRIA CARNE
Rivkah
 
 
Silenciosamente choro...
 
É um choro tão restrito
que da dor
só eu ouço meu grito
e vejo o ferimento.
Não sei se oro
ou desesperadamente
imploro
para que haja
entendimento!
 
Na vista, se faz o breu
Ninguém se reconhece
Não sei se a mão entregue
é minha
ou de algum irmão meu!
 
Lá dentro há um aceno
São minhas artérias
matéria da minha matéria
onde corre o veneno!
 
O que fere mais?
A espera
ou o aguarde
da próxima leva
para quem almeja a Paz?
 
As duas doem,
estou sentindo
e a Elohim pedindo
que este sangue que está saindo
NÃO SEJA
DA PRÓPRIA CARNE!



Fundo Musical: Peregrinação - Aurio Corrah