|
Efêmero momento
- de amor, como é chamado,
e o corpo se dilata,
o ventre cresce.
É a vida explodindo em som calado,
é todo o universo condensado,
no pequenino ser que, em mim, floresce.
Milagre que extasia...
- será real, um sonho, fantasia ?
meu coração ecoa compassado;
sou ponte entre o presente e o futuro,
sou nada...
e, também, porto seguro,
sou hoje, amanhã e sou passado.
Na dor que dilacera,
como semente a se romper em primavera,
me sinto tão maior,
enaltecida.
Sou mãe !
Como mulher, complementada.
Maria,
a que foi santificada !
Sou fonte,
sou princípio,
Eu Sou vida !
Patrícia Neme

|