Sob a Mangueira
Para Zilda Maria Borges

Sob a folhagem da mangueira antiga,
palavras dançam nova melodia;
o preconceito, lá já não se abriga,
a estima é a nota que dá tom ao dia.

Sob a folhagem, nasce uma cantiga,
de quem sentiu em si toda agonia
da rejeição, do medo, da fadiga,
de um mal que sonhos, muitos, atrofia.

Pois quando a vida insiste em ter coragem,
tece uma igreja com verde folhagem,
onde o Senhor a todo ser enlaça.

E Zilda rege o canto de esperança,
que em cada peito, outra vez descansa...
E Deus a todos guarda em Paz e Graça!

Patrícia Neme




Formatado com carinho para a Poetisa Patrícia Neme
Carlos R. Lemberg - Em, 25/07/2008
 
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