Singeleza


Pés libertos da austera prisão dos sapatos,
prato fundo com leite, café, pão migado;
reviver meus amados, em velhos retratos...
Meu cachorro dormindo, aqui, bem ao meu lado.

No aconchego de amigos, instantes pacatos,
repartir teto e chão com quem for deserdado.
Minha Mãe... Sempre exemplos de amor em seus atos...
Fé, que torna o caminho seguro e sagrado.

Girassóis a sorrir, Bach, Beethoven, Tagore...
Ousar crer que um amor em meu peito inda ancore...
Não temer fenecer no declínio da idade,

pois no passar dos anos, a felicidade
que qualquer desventura, ou sofrer, ameniza:
meu cantar de poeta... E ser "vó" da Luíza!

Patrícia Neme



 

 
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