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Na calada da noite
os ouvidos estão atentos
aos murmúrios que rondam o pensamento ...
Como se fora um pressentimento
que não os largam quietos
nem os deixam dormir ...
Ferem os delicados tímpanos
atravessam as mornas entranhas
ultrapassam os sentidos,
o sentir ...
E, com a garganta rouca de tanto gritar em silencio,
os olhos marejados, cansados,
se fecham para, enfim, dormir ...
Nídia Vargas Potsch
@Mensageir@
Rio de Janeiro - RJ - 8/08/2005

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