Puro-sangue


Era um puro-sangue.
Ímpar em sua beleza.
Porte altivo e elegante,
Trazia um ar de nobreza.

Foi paixão a primeira vista.
Não tive como escapar.
Garboso me farejava,
Fui seduzida a montar.

Conduziu-me com maestria,
De quem domina o oficio.
Montar aquele alazão,
Confesso, não foi sacrifício.

Tinha narinas acessas.
Tinha sede de galope.
Me agarrei ao seu pescoço,
Deixei-me levar por seu trote.

Galopamos feito louco,
Até quase sair
do chão,
Daí a pouco o paraíso,
Era a mais bela visão.

Estrelas intermitentes,
Sinos a badalar.
O prazer feito cascata,
Coroava o cavalgar

Dalinha Catunda
Rio de Janeiro - RJ

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