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Era um puro-sangue. Ímpar em sua beleza. Porte altivo e elegante, Trazia um ar de nobreza. Foi paixão a primeira vista. Não tive como escapar. Garboso me farejava, Fui seduzida a montar. Conduziu-me com maestria, De quem domina o oficio. Montar aquele alazão, Confesso, não foi sacrifício. Tinha narinas acessas. Tinha sede de galope. Me agarrei ao seu pescoço, Deixei-me levar por seu trote. Galopamos feito louco, Até quase sair do chão, Daí a pouco o paraíso, Era a mais bela visão. Estrelas intermitentes, Sinos a badalar. O prazer feito cascata, Coroava o cavalgar Dalinha Catunda Rio de Janeiro - RJ |