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Tem o sabor da terra. Tem o calor do sertão. Tem a firmeza agreste, agarra touro com a mão. Tem um punhal afiado, que corta qualquer coração. Na pele tostada da lida, brota a transpiração. No balançado da rede, embala magia e paixão. No arrastar do chinelo, tira poeira do chão. Monta cavalo arisco, sem pena e sem perdão. Pega as rédeas e mostra ao bruto, quem domina a situação. Assim também fez comigo, ganhando meu coração. Eu, arbusto ressequido, nas caatingas do sertão, com ele ganhei o viço. Tive nova brotação. Era a chuva que faltava, p'ra regar minha paixão. Dalinha Catunda Rio de Janeiro - RJ |