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Quando precisou de sombra, Minha copa lhe abrigou. Agarrado ao meu tronco, Da tempestade escapou. Comeu da minha fruta. Cheirou a minha flor, Mas de posse de um machado Sem piedade me acertou. Aos golpes de tal machado, Indefesa fui ao chão, Porém ficaram as raízes, Que por certo brotarão. Um dia quando seu corpo Inerte também tombar, Minha madeira cortada Seu invólucro então será. Dalinha Catunda Rio de Janeiro - RJ |