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A chamada "vida moderna", e a grande capacidade de
marketing,
conseguiram transformar a outrora tradição da Páscoa, num dia
eminente-
te
comercial.
Perguntem a qualquer criança o que é a Páscoa...
Creio que de ca-
da 10, pelo menos 12 saberão dizer que é o dia de ganhar presentes,
e,
principalmente, dia de comer muito, mas muito chocolate. Possivelmente
até conseguir uma
bela
dor de
barriga.
As antigas
tradições a respeito da Páscoa estão sendo pouco a pou-
co
esquecidas.
As famílias mais se preocupam com o
Almoço de Páscoa, do que
com o seu real significado.
Ao invés de comer e
beber tudo o que tem direito, e mais alguma
coisa, deveriam aproveitar a reunião familiar para acertar diferenças
por-
ventura existentes, procurar no real significado da
Páscoa, a meditação, o
diálogo em paz. Principalmente a harmonia e o perdão,
pregados por
Cristo.
Atualmente o comércio conseguiu transformar a Páscoa TAMBÉM
numa festa
comercial. Estimula-se a troca de presentes. Por que troca de
presentes
na Páscoa ?
Para se comemorar a Ressurreição, o importante se-
ria
procurar a Paz, o Amor,
a
Amizade.
Com essa idéia comercial, mais se acentuam as
diferenças sociais,
contrariando os reais preceitos cristãos.
Lembrar o que realmente vem a ser a Semana Santa não deve ser
necessário, já que todos devem, pelo menos conhecer a saga
do martírio
de Jesus e sua Ressurreição.
O que se pode lamentar é o esquecimento das
reais tradições e a
conseqüente transformação em mais um feriado comercial.
Seria necessário que se fizesse
uma reconscientização do verda-
deiro significado dessa data.
Não haveria a necessidade de se abandonar os novos conceitos
que
já estão muito arraigados. Mas que apenas nos voltássemos um
pouco mais
para os verdadeiros significados da data. Procurássemos pensar mais no
espírito
do que na matéria.
Pelo menos agora, na Páscoa, fizéssemos uma
tentativa de
atingir os ideais de Paz,
Amor, Compreensão e, principal-
mente, Perdão.
Claro que não é somente na Páscoa que devemos ter esses
pensa-
mentos. Eles deveriam
fazer parte de nosso dia a dia. Mas da maneira co-
mo o mundo
se apresenta, isso é pura utopia.
O mundo inteiro está em pé de guerra. Se não é
guerra fratricida
entre irmãos de raça, é guerra religiosa (é o cúmulo,
guerrear-se em no-
me de Deus). Ou então é guerra nas cidades, (com
a violência das ruas,
vive-se em pé de guerra). Enfim... Assim caminha a humanidade.
Pelo menos, então, no recesso de nossos lares, vamos
procurar es-
sa comunhão espiritual, ao menos nestes dias, procuremos esquecer a
vio-
lência externa, e,
com muita paz no coração, vamos fazer vibrações de
amor e de paz para todos, sem
exceção, e não apenas para aqueles a
quem consideramos amigos... Que tal perdoar
inimigos ? Esquecer ofen-
sas recebidas ? Esquecer de fazê-las
? Que tal estender a mão a quem es-
tiver a seu lado ? E por que não as
duas mãos, e fechá-las num abraço
amigo ?
Convoco os amigos e amigas internautas a um aperto de
mãos sim-
bólico. Imaginemos ouvir a música de Lennon, e
com muito Amor, muita
Paz no coração, prestemos nossa homenagem a Jesus. |