Silêncio (Denise) / Palavra não Dita (Nadir) /  Intermesus (Francisco)

Silêncio - Denise Severgnini
Palavra não Dita - Nadir A. D'Onofrio
Intermesus - Francisco Coimbra

Ouvi ao longe, um vazio de horas
Calou-se não disse nada!
Que se sucedem ao léu,

das manhãs despertas
Fez do momento, uma espera infinda,
senti na pele, a mudez do vento

entrelaçado num esquecimento
Relutei, entendi afastei-me.
O soar da aurora, não atinge aos tímpanos
Foram palavras não ditas,
Ensurdecidos por um silêncio atroz
Que profundamente calaram,
Que emergiu em nós...
Como espinhos... feriram minh’alma...

A noite chega... aquieta-se a vida
Seria melhor que dissesse,
O coração palpita, descompassado

A saudade habita, o imo silenciado
Ainda que muito doesse...
Buscar nuances de sons etéreos

É objetivo da minha alma inquieta
Silêncio agora?
Estarão eles, em outros planisférios
Se tantas... foram as vezes que ouvi teu pranto...
Ou talvez envoltos em teus mistérios

Quero um indulto de teu silêncio
Lágrimas que em teu rosto enxuguei.
Qual foi o crime que cometi

Sou apenas uma poeta livre
Nada estou cobrando,
Que em teus versos me reconheci

Careço ouvir tua voz na melodia franca
Embalar o coração numa canção
Que passeia ao céu como nuvem branca
Levada pelo vento com alento
Uma palavra apenas, não mais que uma
Palavra levada sem uma razão...
Quebra teu silêncio e desfaz a bruma...

Eu silencio ao escutar teu canto!
Apenas estou me questionando...
...tudo começa donde vem sustento!...

Denise Severgnini
Novo Hamburgo - RS

Nadir A. D'Onofrio

Francisco Coimbra



 
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