O que lhe é devido... - Anna Peralva

Prenúncio de grandes tempestades
verdades rompendo emoções acuadas,
escuridão que avança sem alarde
deságuam saudades consumadas.

O tempo em toda sua inquietude
cavalgou ávido no devido prazo,
devastou tudo que aos olhos ilude
para a fragilidade fútil do acaso.

Na saga lenta da agonia o legado,
amor em morte súbita decai ferido
alma aprisionada em elos passados.

Um corpo se queda consumido
num chão de sonhos sepultados,
à terra o que lhe é devido...

Anna Peralva
04/10/2007

O que nos é permitido - Beatriz por um triz*

Sobreviver aos temporais da vida
colorir verdades com ilusões
transformar a escuridão em luminosidade
e com serenidade sentir saudade sem sangrar a ferida.

Viver um caso ao acaso,
sem ter tempo para questionamento.
Pensar que o tempo pode ser eterno,
ao entregar-se inteira em um só momento.

E se as mágoas forem o legado,
deixá-las transbordar em ensinamentos,
posto que aqui vivemos nosso treinamento,
para além do horizonte avistarmos
o que deverá ser para sempre amado.

Beatriz por um triz*
São Paulo - SP

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