A tábua de salvação

Recebi em 13/02/2018



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Sabemos que existem muitos casais que vivem juntos mas apenas para manter as aparências.

Nossa terra não é diferente...

Mas este episódio merece ser contado!

Alguns anos atrás, um casal muito conhecido da elite teresense vivia como “cachorro e gato”.

Entretanto, sempre mantinham um comportamento adequado quando estavam na presença de amigos e filhos.

Os dois estavam brigados fazia muito tempo...

Escondiam dos filhos e de todos.

Mas não sei como isto vazou, pois eles eram artistas de um elenco da novela das oito!

Nas festas se tratavam como dois pombinhos.

Chegando em casa a coisa era diferente!

Na hora de ir para a cama, tiravam debaixo dela uma tábua, que iriam usar para separar os dois durante a noite toda.

Um não via o outro.

A tábua separava o casal, com sua imponente força de madeira.

E suspiros longos eram ouvidos nas madrugadas frias.

Não se sabe de quem foi a ideia da tábua, mas podem ter certeza que foi da esposa, pois mulheres é quem tem estas ideias fantásti-cas!

Mulher é criatividade pura, digo eu...

Imaginemos o que o marido aprontou, para ela agir assim.

Pela manhã a tábua era retirada e colocada debaixo da cama.

Seus filhos não desconfiavam de nada.

Para eles, seus pais era um casal perfeito.

Estavam sempre muito juntos e eram tão carinhosos...

Mal sabiam eles, que seus pais não faziam amor, pois a danada da tábua não permitia.

Na verdade eles até que queriam tirar a tal tábua, mas quem iria ceder primeiro?

Então foram vivendo desta maneira, até que um dia aconteceu!

Lá pelas tantas da noite, o marido espirrou:

- Atchim... atchim...

A esposa, que era muito educada, disse para o marido:

- Deus te ajude!!!

E o marido respondeu:

- Este “Deus te ajude” foi de coração?

E ela toda carente, mimosa como ela só, (ah, mulheres....) respon-deu:

- Foi...

Então o marido aproveitou a dica e todo carinhoso para com a es-posa fez a pergunta que ela estava esperando fazia tempo:

- Então, tira a tábua???

Acreditem, mas nunca mais a tábua foi usada para tal separação.

Eu posso imaginar os dois pombinhos levando a danada da tábua para queimar nas profundezas do... fogão de lenha deles!

Mas fica aqui uma ideia ...

Cada casal devia ter uma tábua da separação.

Mas se um dia precisarem de usá-la, que um dos dois dê o primeiro espirro, logo no primeiro minuto.

O nosso casal deste conto deixou de se amar tantos dias... não sa-biam que era só um espirro que os uniria para sempre!

Eita espirro poderoso!!!!!!!!!!

Sunny Landrith
(*) Maria Cecília Sancio Lóss – “Contos de Saudade”
– Livro em edição, 2009, em parceria com
Sunny Lóra, cheia de emoção.
(Créditos a ADERBAL CROCE, contando contos)

Enviado por Sunny Landrith em 05/09/2009
Alterado em 20/10/2011



 

 
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